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R.E.S.G. RESGATE A EMERGÊNCIAS NA SERRA GERAL
Devemos ter em conta ainda que nossa região é intensamente explorada, não só por turistas de aventura. Temos diversas entidades associativas que promovem estas atividades com finalidade de lazer e preservação da natureza. A mais atuante é a Associação da Serra Geral de Montanhismo (www.serrageral.com), com sede em Criciúma. Com o aumento pela procura de atividades deste tipo em nossa região, cresceu a preocupação com a segurança dos participantes. Além daqueles que procuram um condutor ou uma associação existem ainda os que se aventuram sozinhos, muitas vezes sem nenhuma experiência ou conhecimento o que agrava ainda mais o nível de risco destas atividades. Obviamente existem entidades, como o nosso Corpo de Bombeiros, que tem a incumbência de atender as emergências que ocorrem na região, e, portanto são os responsáveis legais pelas operações de busca, salvamento e resgate. Porem estas corporações, apesar de muito bem aparelhadas, não possuem um efetivo suficiente, nem o conhecimento dos acessos formados pela imensa malha de estradas de terra que cortam a Serra Geral, e sua infinidade de trilhas que permitem a travessia entre uma e outra localidade. Com a finalidade de tentar minimizar um pouco esta situação foi criado em 27 de fevereiro de 2009, a Associação Civil Resgate a Emergências na Serra Geral, reconhecida pela sigla R.E.S.G., trata-se de uma associação voltada para a capacitação de seus componentes em atividades de prevenção, busca e salvamento e resgate a situações de emergência em ambiente de montanha e seu entorno. È composta por montanhistas, escaladores, trilheiros e montain bikers, preocupados com as questões de segurança e bem estar dos visitantes da Serra Geral. A idéia nasceu apartir de um projeto do Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Eco Turismo e Aventura (ABETA – www.abeta.com.br), que lançaram o Programa Aventura Segura, no qual além de ações de capacitação em condução, primeiros socorros, gestão ambiental e empresarial para atividades turísticas de aventura, que contemplou 15 destinos no Brasil todo atingindo mais de 2500 profissionais, instituiu a criação de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento (GVBS). Em Santa Catarina, mais especificamente Florianópolis, esta a sede do GVBS SC. Porém a distancia é um limitador do tempo de resposta, um dos fatores fundamentais para o sucesso de uma operação de Busca e Salvamento. Da necessidade de uma resposta mais rápida em nossa região nasceu o RESG. O RESG, realiza treinamentos periódicos, nas áreas de Orientação e Cartografia, Primeiros Socorros em Ambiente Natural, Resgate em Escaladas, Águas Brancas, Prevenção de Acidentes e Segurança em Montanha. Além disso são realizados treinamentos simulados com a instalação e operação de Bases de Operações Fixas e Avançadas, além da logística que envolvem as operações. O RESG não considera seus membros associados e sim colaboradores, pois não tem objetivo oferecer nenhum tipo de serviço aos integrantes e sim contar com sua solidariedade em momentos de necessidade, as vantagens para os colaboradores, são o acesso as capacitações realizadas semestralmente na forma de cursos e treinamentos. Em troca o RESG solicita, somente, a disponibilidade pessoal e de meios necessárias em operações. Para se afiliar ao RESG, o voluntário precisa somente entrar em contato conosco pelo e-mail tony@equipesuladventure.com, ou pelos contatos da equipe sul adventure e solicitar o encaminhamento da ficha de cadastramento, do Estatuto e do Regimento Interno. O RESG não cobra anuidade ou qualquer outro tipo de mensalidade. Os Cursos ministrados terão somente um valor simbólico e os custos com material didático, verba esta que serve para a manutenção da vida vegetativa da instituição. Todos podem colaborar, seja atendendo ao telefone, fazendo uma entrevista em busca de pistas, confeccionando alimentação, disponibilizando seu veículo ou atuando em uma das equipes de Busca e Salvamento. Finalizando devemos deixar bem claro que não é nossa intenção substituir as entidades legalmente responsáveis, e sim trabalharmos em seu auxilio, para isto temos amparo na Lei do Voluntariado. Nosso protocolos prevêem sempre o contato imediato com estas entidades.
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